João Cotrim De Figueiredo
Member of the European Parliament · Renew · PT
“Senhora Presidente, Senhor Comissário Šefčovič, nesta altura em que parece mais fácil lançar tarifas, que são uma espécie de muros, dá particular gozo falar aqui de acordos comerciais, que são uma espécie de pontes. E esta modernização do acordo global com o México e o acordo comercial interino são uma bela ponte.”
“Também clarifica as regras de acesso ao mercado digital e torna mais fácil o acesso dos europeus a matérias primas críticas. Gostávamos que essa ponte tivesse mais um troço. Sim, gostávamos que tivesse o capítulo da energia e é nossa responsabilidade fazê-lo antes do fim do primeiro período de revisão deste acordo.”
“Portanto, pedimos, caros colegas, que aprovem este acordo quando vier à votação, porque acreditamos na força do comércio livre, acreditamos porque o comércio livre tirou centenas de milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas e acreditamos que lutar por um comércio mais livre é lutar por uma Europa mais forte. 2-0235-0000”
“Mr President, Minister, Commissioner Šefčovič, I only have one minute for a very long agenda in the Council, so I'll concentrate on competitiveness to once again ask for speed and urgency.”
“Therefore, I urge this Council to make bold choices now – change the MFF to multiply investment in AI and remove regulatory barriers that make it impossible to train AI models in Europe. It is hard, I know, it means making tough choices about the MFF. Some things we like will get less money so that the things we need get more money.”
“Madam President, Mr Vice-President of the Commission, dear colleagues, today I want to talk about madness, because 33 years after the creation of the single market, we are still imposing tariffs on ourselves. It's madness because Europe's competitiveness crisis is fundamentally a single market crisis.”
The complete record
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“Portanto, pedimos, caros colegas, que aprovem este acordo quando vier à votação, porque acreditamos na força do comércio livre, acreditamos porque o comércio livre tirou centenas de milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas e acreditamos que lutar por um comércio mais livre é lutar por uma Europa mais forte. 2-0235-0000”
“Também clarifica as regras de acesso ao mercado digital e torna mais fácil o acesso dos europeus a matérias primas críticas. Gostávamos que essa ponte tivesse mais um troço. Sim, gostávamos que tivesse o capítulo da energia e é nossa responsabilidade fazê-lo antes do fim do primeiro período de revisão deste acordo. Mas também tem troços perfeitamente novos: o acesso a concursos públicos por parte de empresas europeias, nomeadamente em concursos públicos de nível estadual, e a inovadora cláusula de combate e prevenção da corrupção, porque não há comércio livre sem instituições livres e transparentes, fazendo fé daquilo que realmente é o primeiro passo para o combate à corrupção, que é o combate, também, à burocracia.”
“Senhora Presidente, Senhor Comissário Šefčovič, nesta altura em que parece mais fácil lançar tarifas, que são uma espécie de muros, dá particular gozo falar aqui de acordos comerciais, que são uma espécie de pontes. E esta modernização do acordo global com o México e o acordo comercial interino são uma bela ponte. Não são só os 99 % de tarifas que desaparecem, que só no agroalimentar representam mais de 100 mil milhões de EUR de poupanças para os exportadores europeus, mas são também todos os outros impactos que este mercado vai ter, nomeadamente o facto de nos abrir 130 milhões de consumidores mexicanos, e fará com que as nossas trocas comerciais cresçam rapidamente, ultrapassarão os 100 mil milhões de EUR muito rapidamente.”
“Therefore, I urge this Council to make bold choices now – change the MFF to multiply investment in AI and remove regulatory barriers that make it impossible to train AI models in Europe. It is hard, I know, it means making tough choices about the MFF. Some things we like will get less money so that the things we need get more money. It is Europe's long-term relevance that is stake. Be bold, there is still time ... (The President cut off the speaker) 3-0031-0000”
“Mr President, Minister, Commissioner Šefčovič, I only have one minute for a very long agenda in the Council, so I'll concentrate on competitiveness to once again ask for speed and urgency. On speed – okay, Europe is moving a bit faster, but the rest of the world is moving at warp speed and we keep falling behind, basically because we are massively underestimating the gigantic impact of AI and its exponential growth – massively. The events of the past few weeks should be a wake-up call – I'm not sure they were. This is where boldness comes in; if competitiveness is really our priority, we cannot put AI as a sub, sub, sub-point of the Council agenda, or a footnote of recycled funds in the MFF. AI should be the main point of the agenda because AI's challenge is essential for Europe and should be treated as an emergency.”
“And finally, it is madness that this happens because certain national governments are too blind to see the obvious: that their national interest depends on the success of the European project, specifically on the success of the single market. It's madness not to see this. So for those of us who are not mad, the choice is simple: one market instead of 27 alibis. 3-0047-0000”
“Madam President, Mr Vice-President of the Commission, dear colleagues, today I want to talk about madness, because 33 years after the creation of the single market, we are still imposing tariffs on ourselves. It's madness because Europe's competitiveness crisis is fundamentally a single market crisis. Another sign of madness: while EUR 10 trillion sit idle in European bank accounts, our start-ups move to the US for funding, often with European money. Europe does not lack capital – Europe leaks capital. So it's madness not to complete the capital markets union. It is also madness that our trading services with the rest of the world grow faster than between our own Member States. And why? Because our companies are lost in a maze of 27 national jurisdictions. It is madness, and it is because we insist on resisting harmonisation.”
“The only sensible thing to do, as in the previous dangerous arms race, is to agree internationally on how to oversee the development of AI. 2-0022-0000”
“And, dear colleagues, we know that our usual regulations, bureaucratic checklists will not defend us from this automatic cyber warfare. We need to have our own automated collective defence, and here's how to do it: first, we must enforce real time cross-border threat-sharing across the Union, and then we must adequately fund ENISA to be an AI-driven, continuously vulnerability-patching institution. In other words, we must fight automated scaled attacks with automated resistance in real time. And we need this tomorrow. But perhaps, most importantly, we must be able to be the adults in the room and state clearly that those who treat AI development as an arms race are foolish, dangerous and may lead to drastic consequences for humanity.”
“Madam President, Minister, Commissioner, first, we are urgently debating cybersecurity and preparedness in the EU today, because we became suddenly aware that several new AI systems are especially good at detecting and exploiting system vulnerabilities like they were superhackers on steroids. But the real threat is – and has been for some time – less sophisticated and far more dangerous. The threat is not that AI now has superhacking capabilities; the real danger is the automation of cyberattacks on an unprecedented scale. By exploiting basic vulnerabilities and scaling them through automation, malicious actors – be they criminal or state actors – can now attack our infrastructure 24/7 at virtually zero cost. It is a cheap, automated assembly line of disruption.”
“Agora que vamos construir essa «Uma Europa, um mercado», eu penso que é uma boa altura para reafirmar que a autonomia estratégica que tanto defendemos não pode ser uma desculpa para dirigismo ou protecionismo estatal. Não pode haver derivas intervencionistas no Industrial Accelerator Act ou subsídios que distorçam a concorrência. O Conselho pede‑nos uma preferência europeia. Eu acho mais eficaz uma performance europeia, e essa performance depende de as nossas empresas ganharem escala, de terem acesso a capital e de terem um verdadeiro mercado único. Porque a verdade — todos sabemos — é que se as nossas empresas forem competitivas, não precisam de proteção, e se não o forem, não é a proteção que as salvará, ou pelo menos não as salvará sem prejuízo para os concorrentes ou para os contribuintes. 1-0170-0000”
“Senhora Presidente, Caro Comissário, Caro Presidente Costa, o Conselho Europeu da semana passada inovou numa coisa: tem prazos concretos em vez de intenções. Diz que o diagnóstico já está feito e que agora o que é preciso é fazer, e fazer em prazos que marca e que são curtos. Enfim, são curtos, pelo menos, para os padrões europeus. Mas faz mais: liga fortemente os temas da energia, da defesa e da política industrial ao crescimento económico; e diz claramente que a fragmentação e as barreiras dentro do mercado único são o primeiro e o principal motivo do nosso atraso. E isso — tem de ser dito — é culpa dos Estados‑Membros que ainda não perceberam que o seu interesse nacional depende mais do sucesso do projeto europeu do que dos seus próprios umbigos.”
“Secondly, the issue of energy sovereignty – affordable, clean, secure energy; a real single energy market; integrated grids, more storage and less dependency. National interests cannot block this reform anymore, because no economy can be competitive if its energy is expensive. Finally, to reduce our technological dependence, on things like AI, cloud computing, or cybersecurity, Europe must stop outsourcing its digital future. But please, please do this without falling into the protectionist trap of those who think every sector is strategic. It's just not true. It's time to act quickly, but it is also time to act smartly. 3-0026-0000”
“In fact, we have little to no progress to show on crucial reforms such as the reform of the single market, the reform of State aid rules, the capital markets union and the liberation of energy policy from national politics. So, because Renew is serious about reforming Europe, we reaffirm our three main priorities set out in a letter we sent to the Council. On these, we must have clear and actionable conclusions tomorrow and the upcoming Council in March. First, the savings and investments union. Europe has huge savings and tiny investment, which is absurd. Time to end fragmentation and eliminate barriers and have a single strong supervisor. We need private capital financing Europe's future, not sleeping in bank accounts.”
“Madam President, Commissioner, President of the Council, the Draghi message was clear: Europe is losing ground on growth, productivity and innovation. So, President Costa does well to convene leaders for urgent talks about competitiveness and as well to invite Mario Draghi and Enrico Letta to be there. Let's hope their presence serves as a wake up call. Let's hope that some urgent action can be agreed on, because the truth is, 18 months after the Draghi Report, its implementation is painfully slow. According to the European Policy Innovation Council, over 60 % of the 383 Draghi recommendations are basically untouched, and those include most of the important reforms that would truly help European growth.”
“Because without a true single market, Europe is blocked, either by selfish economic or national interests or by its own infuriatingly slow pace and bureaucracy. No wonder we don't have any European company in the top 25 most valuable anymore. No wonder our young talent prefers to go work elsewhere. We can and must unblock Europe. It will take courage and speed. But let's unblock Europe. 2-0022-0000”
“Madam President, Commissioner, Minister, today we say it is time to complete the single market, but that implies we're almost there. But are we? Really? Let's take a look. We should by now have the 28th regime, but we don't. What's blocking it? We should have a European energy market, but we don't. Is the French nuclear lobby blocking it? A European telecoms market – we should have it, but we don't. What's blocking it? We should have a capital markets union, but we don't. Are the national market supervisors blocking it? Or a complete banking union – we should have it, but we don't. Are the Sparkassen in Germany blocking it? We should have harmonised labelling or recycling rules, but we don't. What is blocking it? We should have our academic and professional qualifications recognised across Europe, but we don't. Again, what's blocking it?”
“I mean, we didn't need Draghi to tell us of this, that we're running out of time and also that we run an existential risk. So I say again, you have great power. You have the great responsibility to reform the EU before it is too late. And there are four years left in your mandate. Use them to show leadership, to show courage, to show speed. Renew Europe will be here to help you. But the primary responsibility is yours. For Europe's sake, I wish you success and good luck. 3-0043-0000”
“Madam President, Frau von der Leyen, allow me to address you directly to remind you of the great wisdom of Spider-Man. With great power comes great responsibility. You have great power, Frau von der Leyen, you lead the executive unit of our Union. And I had a chance to talk to you, and also to Council President Costa, before your mandate began. Do you remember? So I'll ask you again today what I asked you at the time. Show leadership. That means decide exactly what needs to be done and then actually doing it, forcing it through. Show courage by treating what is important better than what it is urgent and not trying to please everybody, as you've seen, it's not going to be possible. And show speed, please, show speed, because we know we can move faster and we know we are running out of time.”
“– Senhor Deputado, não há uma relação direta entre as tarifas de Trump e o regime de tributação internacional. O que eu sei é que muitas dessas taxas efetivas baixas de IRC que o senhor deputado refere não são ilegais, são de utilização do atual regime fiscal, que existe um pouco por toda a Europa. O senhor deputado está a perguntar é se deve existir uma forma de, sendo difícil determinar a matéria coletável por Estado‑Membro, ou se há uma forma de detetar e de coletar IRC a nível da União Europeia. E se essa é a pergunta, a nossa resposta, e de qualquer liberal, é assim: as responsabilidades fiscais são para cumprir como quaisquer outras. 3-0287-0000”
“– Senhor Deputado Cotrim de Figueiredo, creio que concordamos nos pontos essenciais: que a União Europeia deve negociar com os Estados Unidos, que a nossa relação deve ser positiva, mas que esta relação não pode ser obtida a qualquer custo. E é por isso que, permita‑me, gostava de o questionar sobre a sua posição sobre a tributação das grandes tecnológicas que hoje operam na União Europeia. Sabemos que estas corporações pagam taxas e impostos muito inferiores às nossas pequenas e médias empresas, impostos esses que são essenciais para financiar mais despesa, como defendemos, em segurança e evitando impostos sobre os cidadãos. Senhor Deputado, os liberais estão do lado da bomba orçamental de Trump ou do lado dos consumidores europeus? 3-0286-0000 João Cotrim De Figueiredo (Renew), Resposta segundo o procedimento «cartão azul».”
“And the same is true for the relentless appreciation of the euro. 14 % since the beginning of the year, equivalent to another hidden tariff. Now we have a political agreement, we need to move to sectorial agreements. Speed is important, but we will not be able to close all files by 1 August. So let's be smart and not start with those like aircraft parts and medical equipment in which the EU has some leverage. In time, a deal is possible as well as urgent. Also, urgent is closing other free trade deals around the world and making them come into force much faster. The benefits of free trade for our citizens cannot, so to speak, be lost in translation. (The speaker agreed to take a blue-card question) 3-0285-0000 Bruno Gonçalves (S&D), Pergunta segundo o procedimento «cartão azul».”
“Mr President, Madam Minister, Mr Commissioner, the present EU‑US trade environment is so bizarre that today, 9 July, the only source of relief is that we did not receive a letter. But it is only a temporary source of relief. In three weeks we will be anxious again, waiting to receive another letter or perhaps reach a personal agreement, or perhaps a late night post telling us which tariffs will apply. This would be laughable if it were not so serious. We are the largest commercial partnership in the world. We represent some 30 % of global trade and 43 % of global GDP, and we depend on whether the letters arrive or not and on the whims of an unpredictable administration. In the meantime, the existing tariffs, the 10 % baseline, the 50 % on steel and 25 % on cars are strangling our growth.”
“Precisamos de regras claras, atualizações rápidas, investimento privado e inovação digital. A eletrificação da Europa não pode ser adiada por burocracia ou protecionismos de alguns países, o que fez com que só esta semana se tenha acordado a ligação Península Ibérica-França. Como disse Draghi, sem redes não há crescimento nem autonomia estratégica e, portanto, a escolha é simples: ou avançamos com coragem ou ficamos nesta dependência, incapazes de competir. Está na hora de ligar a Europa à corrente. 3-0358-0000”
“Senhor Presidente, Senhora Comissária, sem infraestruturas modernas não há transição energética, não há competitividade e não há futuro. A rede elétrica é a espinha dorsal da economia europeia e está, de facto, desatualizada, congestionada, fragmentada e não está preparada para uma procura que se estima e se espera que cresça fortemente. O belíssimo relatório que hoje aqui debatemos mostra o caminho: mais investimento, mais tecnologia, mais mercado. São 584 mil milhões € até 2030, para responder à procura crescente e integrar as renováveis e reforçar as interligações. Em troca, em troca teremos preços mais baixos e competitividade mais alta. Famílias e empresas poderão poupar até 40 mil milhões €, e a economia poderá crescer quase outro tanto. Isto é por ano, todos os anos. Não é utopia verde; isto é a tecno-sustentabilidade liberal.”
“Porque a partidarização descarada do aparelho de Estado pelo PSOE de Sanchez mina a confiança na democracia, dá força aos extremistas e paralisa o país. Espanha está sem orçamento há dois anos e o parlamento não funciona. O resto do país também não funciona, o que já afeta outros países, como Portugal, que ainda hoje não sabe porque é que ficou sem eletricidade durante quase um dia, visto a Redeia, presidida por Beatriz Corredor, amiga de Sanchez, não ter ainda produziu um relatório sobre o apagão já lá vão quase dois meses. Senhor Presidente, o oportunismo e o cinismo de Sanchez é perigoso para a democracia. (o Presidente retira a palavra ao orador) 3-0284-0000”
“Senhor Presidente, os atropelos do Estado de direito tanto acontecem em regimes extremistas de direita, como a Hungria, que hoje já discutimos longamente, como em regimes ditos moderados de esquerda, como a Espanha, cuja situação nos devia inspirar real preocupação. Porque, em Espanha, o primeiro-ministro, Pedro Sanchez, põe sempre os seus interesses pessoais e políticos à frente do Estado de direito. Fez aprovar uma lei de amnistia negociada à socapa com fugitivos da justiça; exerceu pressões inaceitáveis sobre magistrados e jornalistas; entrou em «reflexão espiritual» para evitar pronunciar-se sobre problemas da sua mulher; inventou um cargo para empregar o irmão e agora é revelado o caso Koldo, um grave escândalo de corrupção envolvendo colaboradores muito próximos. Isto não é tudo, mas já é de mais.”
“E, no entanto, as ideias do documento são boas, o documento é bom: o foco de implementação, um scorecard com muitos indicadores para vigiar melhor, o sistema «uma só vez», os passaportes de serviços... Há muitas medidas boas de simplificação neste documento. Só que a principal forma de remover barreiras é a harmonização de regras e a harmonização de regras, Senhor Comissário, costuma esbarrar na miopia e até no egoísmo de alguns Estados-Membros, no Conselho Europeu e até neste Parlamento. Com políticos míopes e egoístas, não haverá verdadeiro mercado único e, na verdade, não haverá projeto europeu. O desafio é claro para todos nós. Está na hora de ver claro e de pensar no bem comum. 1-0214-0000”
“Presidente, Comissário Séjourné, foi publicada hoje a comunicação intitulada «Estratégia para o Mercado Único». Treze meses depois do relatório Letta, nove meses depois do relatório Draghi. De facto, a União Europeia continua a não bater recordes de velocidade e, neste caso, até nem é por não achar o tema importante, porque Draghi já nos dizia que as barreiras ao mercado único podem custar 10 % do PIB europeu — 10 % do PIB europeu. Remover essas barreiras significaria dar um salto de seis ou sete anos de uma só vez, imaginem só. O FMI diz-nos que estas barreiras ao mercado único são equivalentes a tarifas de 45 % nos bens e 110 % nos serviços. Tirar estas barreiras era como se Trump fosse eleito quatro ou cinco vezes e viesse começar uma guerra tarifária.”
“E o senhor acha que é com a corrida global aos armamentos, aumentando os riscos de confrontação, de guerra e de destruição, que se alcança a paz e a segurança coletiva. Explique-nos lá, senhor deputado, essa ilusão liberal, porque nós não encontramos nisso nenhuma referência que sirva a povo nenhum, incluindo ao povo português. 2-0059-0000 João Cotrim De Figueiredo (Renew), Resposta segundo o procedimento «cartão azul». – Senhor Deputado João Oliveira, eu acredito é que, se não pararmos Putin, não há habitação, não há educação, não há saúde que valha a nenhum europeu. E, portanto, quem tem de explicar é o senhor deputado: porque é que, há três anos, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, defende sistematicamente uma política de apaziguamento de tiranos como Vladimir Putin? Isso é que o senhor deputado tem de explicar. 2-0060-0000”
“Portanto, o fim do tempo da ilusão exige estas respostas rápidas e decididas, mas já sabemos que a velocidade tem riscos — e vale a pena, hoje, falar aqui destes riscos. O risco de, sistematicamente, se ultrapassar e passar ao lado do Parlamento Europeu; o risco de a Comissão e a sua presidente passarem a ser essencialmente uma figura decorativa face a iniciativas políticas de Macron, Starmer, Merz ou, quem sabe, outros; e o risco de destruir a NATO, para a qual ninguém tem hoje uma alternativa credível. Portanto, é esse, Senhores Deputados, o nosso desafio: salvar a Europa — a começar pela Ucrânia, que tanto merece a nossa ajuda —, sem destruir as suas instituições. E é nossa responsabilidade estar à altura deste desafio.”
“Senhora Presidente, Senhor Presidente do Conselho, Senhores Comissários, Senhores Deputados, o mundo mudou muito desde o último plenário aqui, em Estrasburgo. No dia 13 de fevereiro, último dia desse plenário, o secretário da Defesa americano, Pete Hegseth, disse a seguinte frase: «Os Estados Unidos já não estão disponíveis para garantir a segurança da Europa». Clarinho como água. Como disse a presidente da Comissão há pouco, o tempo da ilusão acabou.”
“Resistance from those who benefit most from the current state of affairs: vested interests, bureaucrats, rent seekers. And resistance also from those who always say, 'Yes, but…' They agree in theory, but they always drag their feet in practice and thus ensure that nothing gets done. As liberals, Mr Commissioner, we are glad to confront them all and we urge the Commission to do the same. We will be supportive and constructive but will also be watchful and hold the Commission to account if we fail, because Europe's future depends on us winning the race and at the moment we are struggling to even reach the starting line. 3-0231-0000”
“Mr President, Mr Commissioner, Minister, the Competitive Compass has finally set Europe in the right direction: the direction of growth by creating the conditions to make the most of the creativity of our citizens and the strength of our companies; and the direction of simplification. Yet another attempt to cut the red tape that is strangling our families and our businesses. But let us make sure this time we make it work. But, if the Competitive Compass is not to be just another pretty strategy document gathering dust on some Brussels shelf – and to avoid what Draghi calls Europe's slow agony towards economic and political irrelevance – we need decisive and urgent action, and we need to need to change. And we're all aware that change always faces resistance.”
“– Senhor Deputado João Oliveira, a sua pergunta «cartão azul» é prejudicada por dois factos: o facto de fazer muitas e, portanto, não ouviu sequer o que eu disse, porque a resposta à sua pergunta estava no meu discurso. O que é que temos de fazer? Não é uma questão de nos distanciarmos dos Estados Unidos, é de sermos autónomos em relação aos nossos interesses. A Europa há muito tempo que já não devia ter dependências na defesa, na economia e numa série de outros aspetos. E é prejudicada também pelo facto de tudo o que se passa no mundo, para si, ser uma forma de atacar os Estados Unidos ou de defender os interesses daquelas autocracias das quais o seu partido nunca se distanciou. Portanto, uma recomendação: faça menos perguntas «cartão azul» e ouça mais o que os seus correligionários dizem. 2-0271-0000”
“Deve pôr como prioridades o aumento dos salários, das pensões, a melhoria das condições de vida dos povos? A União Europeia deve pôr como prioridade o apoio aos setores produtivos e o aproveitamento das capacidades produtivas nacionais? Deve distanciar-se da administração Trump, recusando a corrida aos armamentos e o militarismo? Deve distanciar-se de Trump, apostando no investimento nos serviços públicos, na garantia da habitação acessível? Ou esse distanciamento em relação a Trump é apenas retórico, para que também, no espaço da União Europeia, se continue a fazer a mesma política de satisfação dos grandes interesses económicos e financeiros? 2-0270-0000 João Cotrim De Figueiredo (Renew), Resposta segundo o procedimento «cartão azul».”
“Para ser autónoma na sua defesa, para aprofundar os mercados únicos e crescer, para defender o comércio livre. E para simplificar, simplificar, simplificar e matar o monstro burocrático europeu. A Europa — Comissão, Conselho e Parlamento —, já mostrou que reage bem em situações de crise. Ora, Trump representa a maior crise de todas. Com toda a confiança na força da democracia e da liberdade a Europa tem de acordar, mas tem de acordar agora. (O orador aceita responder a uma pergunta «cartão azul») 2-0269-0000 João Oliveira (The Left), Pergunta segundo o procedimento «cartão azul». – Senhor Deputado João Cotrim de Figueiredo, fez uma intervenção dizendo que a União Europeia tem de se distanciar da administração Trump. E a pergunta que lhe faço é, em concreto, como é que a União Europeia tem de se distanciar?”
“Senhor Presidente, Comissário Šefčovič, Representante do Conselho, quantos alarmes têm de soar para a Europa acordar? O declínio económico da União Europeia durante décadas era um alarme. Os relatórios Draghi, Letta, Niinistö, foram um alarme. A tomada de posse de Trump é mais um alarme, porque o mundo de Trump não é baseado em regras e valores é baseado em interesses e em poder. Por isso, a Europa tem de acordar e ser autónoma nos seus interesses e reganhar poder na economia e na defesa. Mas acordar como? Com foco estratégico, porque não pode perder tempo com assuntos colaterais e com wokismos que só reforçam os extremos à esquerda e à direita. Com coragem, porque vai ter de correr riscos e não vai agradar a todos. E com rapidez, porque as reformas são difíceis e os efeitos demorados. Não há mais tempo a perder! E acordar para quê?”