António Tânger Corrêa
Member of the European Parliament · PfE · PT
“Senhor Presidente, Senhor Comissário, caros colegas, vamos a números: 17 mil milhões de USD dados pela Comissão Europeia relativamente a Media, so-called Independent Media, a ONG e a outras organizações para assegurarem uma determinada narrativa. 17 mil milhões de USD: não é a Rússia, é a Comissão Europeia.”
“Senhora Presidente, Senhores Comissários, Senhora Ministra, perdoem‑me a irreverência, mas esta sessão parece aquela música francesa muito conhecida: parole, parole, parole. Toda a gente fala como se tivéssemos um mundo cor-de-rosa à nossa frente. Não temos. O mundo está a mudar. Nós não. E o que é que é que quero dizer com isto?”
“Senhora Presidente, Senhora Comissária, hoje falamos da perseguição às minorias religiosas na Nigéria e no Médio Oriente, mas é impossível ignorar Cabo Delgado, em Moçambique, país que nos diz muito a nós, portugueses, onde aldeias cristãs são reduzidas a cinzas, onde há decapitações, raptos e mais de 1 300 000 pessoas são, neste momento,…”
“Senhora Presidente, Senhor Comissário, Caros Colegas, vamos então falar de direitos humanos. Toda a gente fala de direitos humanos e eu pergunto: e os nossos direitos humanos, os direitos humanos dos cidadãos europeus? Em Portugal, 20 % dos portugueses vivem no limiar da pobreza.”
“Madam President, Commissioner, I was serving in Serbia in 1999. I was instrumental in downing Milošević. You know one of the reasons why? Because I promised the Serbs a future in Europe. Eight years afterwards, I came back as a special representative of the European Union. And what had been done? Zero by us!”
“Senhor Presidente, Senhora Comissária, nós somos a favor do alargamento, obviamente, principalmente naquilo que se relaciona com os países dos Balcãs Ocidentais, porque há um buraco negro, que está ali no meio da Europa, que é fundamental preencher.”
The complete record
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“Em Portugal, o meu partido foi o que mais cresceu em seis anos, de um para 60 deputados. Eu creio que está tudo dito. 3-0246-0000”
“Senhor Presidente, Senhor Comissário, caros colegas, vamos a números: 17 mil milhões de USD dados pela Comissão Europeia relativamente a Media, so-called Independent Media, a ONG e a outras organizações para assegurarem uma determinada narrativa. 17 mil milhões de USD: não é a Rússia, é a Comissão Europeia. A comissão que foi criada neste Parlamento, a EUDS — da qual eu faço parte —, e que é chefiada por uma funcionária do Sr. Soros, foi apenas criada para justificar aquilo que a Comissão faz e aquilo que a Comissão faz na Europa e fora da Europa. O chat control, o Digital Services Act e todos esses mecanismos são mecanismos de censura. São mecanismos que visam censurar a livre expressão de todos os cidadãos da União Europeia, tal como era a USAID, pai do wokismo.”
“Isto tem que acabar. O futuro depende de nós, porque nós temos uma parte importante no futuro dos nossos cidadãos e temos que pensar nisso. 3-0025-0000”
“Senhora Presidente, Senhores Comissários, Senhora Ministra, perdoem‑me a irreverência, mas esta sessão parece aquela música francesa muito conhecida: parole, parole, parole. Toda a gente fala como se tivéssemos um mundo cor-de-rosa à nossa frente. Não temos. O mundo está a mudar. Nós não. E o que é que é que quero dizer com isto? Quero dizer que temos que adequar as nossas posições e as nossas políticas à mudança que temos na nossa frente. O que é facto é que a Volkswagen vai dispensar 50 000 trabalhadores nos próximos tempos e outras empresas vão fazer exatamente o mesmo. E de quem é a culpa? A culpa é desta legislação interna que nós temos. De quem é a culpa? É da falta de visão que nós temos. De quem é a culpa? É a falta de uma política a longo prazo que nós temos, que só pensamos nas renováveis e que não pensamos nas pessoas.”
“Nós, meus amigos, temos de calar o nosso silêncio, ou seja, temos de fazer ouvir a nossa voz, temos de ouvir falar as nossas consciências e temos de ser uns para os outros, como sempre fomos. Os portugueses são assim, os portugueses serão assim. 3-0191-0000”
“Senhora Presidente, Senhora Comissária, hoje falamos da perseguição às minorias religiosas na Nigéria e no Médio Oriente, mas é impossível ignorar Cabo Delgado, em Moçambique, país que nos diz muito a nós, portugueses, onde aldeias cristãs são reduzidas a cinzas, onde há decapitações, raptos e mais de 1 300 000 pessoas são, neste momento, deslocadas. Recentemente, 30 cristãos (mais, talvez) foram decapitados nessa região - decapitados, meus caros colegas. Isto é obviamente um crime religioso e como tal deve ser encarado. Como é possível tanto silêncio numa comunicação social que, ainda há pouco tempo, só olhava para Gaza? Com razão, certamente, mas não com tanta razão como relativamente a estes massacres que são, obviamente, objetos de ódio religioso.”
“Os ricos pagam para não receber imigrantes, os mais pobres ficam com os problemas. E isto, meus caros amigos, não é uma forma de construir a Europa. (O orador recusa uma pergunta «cartão azul» de João Oliveira) 1-0073-0000”
“Senhora Presidente, Senhor Comissário, Caros Colegas, vamos então falar de direitos humanos. Toda a gente fala de direitos humanos e eu pergunto: e os nossos direitos humanos, os direitos humanos dos cidadãos europeus? Em Portugal, 20 % dos portugueses vivem no limiar da pobreza. Temos sem-teto, temos sem-abrigo e o que é que vamos fazer deles? Vamos preteri-los em favor de imigrantes ilegais? Não me parece que seja aquilo que nós todos pretendemos. Nós temos de proteger os nossos e temos de proteger os nossos primeiro. Em segundo lugar, é evidente que o direito de asilo é um direito sagrado, mas não é um passaporte universal. A proteção deve ser para verdadeiros perseguidos, não para os oportunistas. Quanto ao chamado pool de solidariedade anual, sejamos muito claros, não é solidariedade, é um mercado de consciências.”
“Madam President, Commissioner, I was serving in Serbia in 1999. I was instrumental in downing Milošević. You know one of the reasons why? Because I promised the Serbs a future in Europe. Eight years afterwards, I came back as a special representative of the European Union. And what had been done? Zero by us! So we are complaining about Serbia, but we are not complaining about us – for what we did not do, for how we did not give any future to Serbia. And now we are complaining. Yes, Vučić is not perfect. Yes, the Serbs are not perfect. And yes, there is a complicated situation. But the Russians are there and the Chinese are there because we left the void. We left an empty space and they came in. It's normal, it's chemical, it's like in physics; it's like that also in politics.”
“São os burocratas a mais, a burocracia a mais, e não a parte política, que prejudicam as instituições europeias. É a máquina burocrática, esse monstro que foi criado ao longo dos anos. 2-0250-0000”
“Senhor Presidente, Senhora Comissária, nós somos a favor do alargamento, obviamente, principalmente naquilo que se relaciona com os países dos Balcãs Ocidentais, porque há um buraco negro, que está ali no meio da Europa, que é fundamental preencher. No entanto, o alargamento não deve ser um pretexto para destruir a unanimidade, esmagar os países pequenos ou diluir a soberania. E, já agora, queria dizer‑vos: cuidado com as declarações do Sr. António Costa, porque ele destruiu Portugal e eventualmente poderá vir a destruir a União Europeia também. Neste caso, concretamente, nós afirmamos sempre a precedência dos Estados sobre Bruxelas. E mais, não são as instituições que estão desatualizadas, é a burocracia que complica a vida das instituições em Bruxelas.”
“É muito importante que as pessoas tenham consciência disto, e que a Comissão e este Parlamento tenham a noção de que o conflito não acabou, porque os palestinianos só têm um objetivo, que é acabar com o Estado de Israel, do rio até ao mar. 2-0038-0000”
“Senhora Presidente, Senhora Comissária, meus caros amigos, parece que a história não passa por este Parlamento. Parece que a história no Médio Oriente começou no dia 7 de outubro de há dois anos e que o que se passou para trás não interessa. Quantas vezes foram acossados os israelitas, quantas vezes Israel não foi atacado? E digo-vos que isto não é uma situação que se vá resolver de um dia para o outro. Vai ser um assunto que vai ter de ser resolvido a seu tempo, com o seu tempo, e não é com soluções miraculosas de dois Estados ou com um cessar‑fogo precário, como o que existe neste momento. Meus caros amigos, estas situações de crise não são para se resolver, são para se conseguir manter uma paz e estabilidade.”
“À semelhança, por exemplo, do que faz o governo português submetido à agenda globalista em curso. (O orador recusa uma pergunta «cartão azul» de Bruno Gonçalves) 3-0296-0000”
“Senhora Presidente, caros colegas, quando a Comissão fala de soberania digital esquece os próprios alicerces da soberania, que é a liberdade dos cidadãos e a soberania dos Estados-Membros. O que na realidade propõe é a centralização e o controlo. A identidade digital, o euro digital, o chamado chat control, não são instrumentos de liberdade, são mecanismos de vigilância e censura. São o reflexo do que vemos em regimes totalitários: na China, com o sistema de crédito social e o yuan digital; na Rússia, com a identificação centralizada e o rublo digital; no Irão, com a rede nacional de controlo; na Venezuela, com o carnet de la patria. O mundo livre não centraliza para controlar, descentraliza para proteger a liberdade. A Europa não deve imitar Pequim, Moscovo ou Caracas.”
“Neste momento, no norte de Moçambique, onde acontece um genocídio, um autêntico genocídio, por parte de islamistas contra cristãos. Nós cristãos somos a seguir. 2-0400-0000”
“Senhor Presidente, Senhor Comissário, é extraordinário. Parece que o anti-semitismo e os problemas do Médio Oriente só começaram no dia 7 de outubro de há dois anos. Não é bem assim. Têm séculos. Se os meus amigos estudarem a história, verão que as raízes são profundas, e não podemos permitir que elas evoluam. Na Europa, o trabalho da Irmandade Muçulmana tem sido incansável contra as nossas estruturas democráticas, contra as nossas estruturas sociais. Basta ler o relatório feito pelos serviços secretos franceses para ver até que ponto é que essa organização tem trabalhado na Europa, e são eles que têm provocado este tipo de situações. Meus caros amigos, não tenhamos ilusões, porque a seguir aos judeus vêm os cristãos, como no Congo.”
“Os direitos humanos, como toda a gente aqui disse (não vou falar mais sobre isso), estão em perigo, mas o que é facto é que toda a geopolítica na região mudou e vai ser muito problemática. (O orador recusa uma pergunta «cartão azul» de João Oliveira) 2-0340-0000”
“Senhora Presidente, Senhora Comissária, não há dúvida nenhuma que grandes mudanças se passaram no Médio Oriente nestes últimos tempos. Parte do cerco do terror foi quebrado. O Irão vai conhecer uma transição à qual não vai poder escapar e que vai ser preconizada pelos seus próprios cidadãos. Não vai ser uma influência externa, mas vai ser uma mudança de dentro para fora no Irão, por um lado. Por outro lado, os seus proxys, como os Hutis, como o Hamas, como o Hezbollah, vão deixar de ter a cama fantástica que tinham, com o Irão a apoiar. Meus caros amigos, é tempo de mudança, mas é tempo de mudança complicada porque temos a Síria também, que tem uma situação que não é fácil e não vai ser fácil de resolver, em período quer de transição, quer final. Portanto, nós vamos ter que estar muito atentos a toda esta evolução. O quadro mudou.”
“Temos de rever os Tratados, temos de rever a nossa própria União e os princípios e valores pelos quais nos regemos, pois muitos anos se passaram desde o início deste grande projeto que é a União Europeia, e o mundo mudou. O mundo global mudou. Estrategicamente, temos outros desafios que não tínhamos nessa altura, e é preciso enfrentar esses desafios de uma forma mais moderna, mais proativa e, principalmente, de uma forma mais eficaz e ativa para nós próprios europeus. Portanto, queria deixar aqui esta mensagem e dizer sim ao alargamento, mas a um alargamento à medida do século XXI e não a um alargamento à medida do século XX. 4-0021-0000”
“Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, o alargamento é estrategicamente essencial para a União Europeia. Nós falamos por nós próprios e por aquilo que Portugal ganhou em aderir à União Europeia, e queremos que os outros países candidatos também ganhem quando aderirem à União Europeia. Mas essa adesão tem de ser feita no estrito cumprimento dos critérios de Copenhaga e nos timings exatamente iguais uns aos outros. Não deve haver primeiras e segundas velocidades, não deve haver filhos e enteados nessa adesão, por um lado. Por outro lado, é preciso que nós arrumemos a casa –– a nossa casa europeia –– porque a nossa casa europeia, como qualquer outra casa, precisa de manutenção, e essa manutenção não tem sido feita. Essa manutenção é absolutamente necessária, antes de qualquer alargamento.”
“Porque de hoje para amanhã, Senhor Comissário, nós não vamos poder comer caldeiradas de pás de eólicas. Nós temos de comer caldeiradas de peixe; e se não há pescadores, não há peixe, se não há pesca, não há peixe. 2-0092-0000”
“Senhora Presidente, Senhor Comissário, este Pacto tem aspetos positivos, mas também tem aspetos muito negativos. Nomeadamente, tenta defender a biodiversidade, mas ao mesmo tempo aprova projetos que danificam habitats, expulsam pescadores e privatizam o mar, que é do domínio público. Estou a falar das eólicas no mar, que são gravosas, quer para quem pesca, quer para as populações marítimas, quer para os próprios países. Por outro lado, as aquaculturas que têm sido beneficiadas pela Comissão no meu país, Portugal, não têm sido um sucesso. Pelo contrário, porque muita gente recebe o dinheiro e deixa cair as aquaculturas que são, neste momento, uma fonte de poluição marinha. Portanto, Senhor Comissário, acho que este Pacto tem de ser revisto tendo em vista melhorar a vida dos cidadãos europeus.”
“No entanto, acho muito estranho que o senhor deputado esteja tão indignado com o que se passa em Gaza, mas, aquando do conflito na Bósnia e outros conflitos nos Balcãs, ninguém tenha levantado a voz — e morreu muito mais gente do que está a morrer agora. 1-0072-0000”
“1-0071-0000 António Tânger Corrêa (PfE), Resposta segundo o procedimento «cartão azul». – Não somos cúmplices de ninguém, Senhor Deputado. E, para já, as estimativas da ONU valem o que valem. Como o senhor sabe, a maior parte da ajuda humanitária vai parar diretamente às mãos do Hamas e não da população, e o senhor tem que saber, são factos provados. Isso é um aspeto, não tem nada que ver com o senhor Netanyahu, nem o conheço pessoalmente. Quando eu vivi na região, o senhor Netanyahu era um zé-ninguém, agora parece que é primeiro-ministro. Portanto, não tem nada que ver com ele, tem que ver, sim, com o povo israelita, tem que ver, sim, com o povo palestiniano e tem que ver com a região e com a nossa segurança, a segurança europeia, com isso tem muito que ver.”
“1-0070-0000 João Oliveira (The Left), Pergunta segundo o procedimento «cartão azul». – Senhor Deputado Tânger Corrêa, 53 000 mortos — 15 000 dos quais são crianças —, 119 000 feridos, 430 trabalhadores humanitários mortos — 305 deles da Organização das Nações Unidas —, mais de 1 400 profissionais de saúde e 213 jornalistas mortos. Neste momento, há 14 000 bebés em risco de morrer à fome, dois milhões de pessoas sem alimentos, sem água, sem medicamentos por causa do bloqueio da ajuda humanitária imposto por Israel, e o senhor deputado e o Chega vêm aqui repetir os argumentos de Netanyahu e defender os crimes de Israel? O senhor deputado e o partido Chega não estão só a fechar os olhos, estão a ser cúmplices com o genocídio do povo palestiniano cometido por Israel, e essa é a responsabilidade que vão ter que assumir.”
“1-0069-0000 António Tânger Corrêa (PfE), Resposta segundo o procedimento «cartão azul». – Em primeiro lugar, eu não reconheci nada disso; em segundo lugar, sabe perfeitamente, eu já o disse aqui, que a minha tese é muito simples: é impossível a criação, neste momento, de um Estado palestiniano. Já foram criadas, por cinco vezes, cinco possibilidades, todas falharam. É impossível unir Gaza, a Cisjordânia e os palestinianos da Jordânia numa só unidade. Portanto, a minha solução reside numa administração internacional. Essa é a minha solução. E, mais, porque é que eu digo isto? Porque, ao contrário do senhor deputado e da maioria dos deputados aqui presentes, eu vivi nessa região durante bastantes anos. Eu conheço a região, conheço as pessoas, conheço o conflito, e o conflito não vai acabar de um dia para o outro. É só isso.”
“(The speaker agreed to take several blue-card questions) 1-0068-0000 Bruno Gonçalves (S&D), Pergunta segundo o procedimento «cartão azul». – Não sinta tantas saudades, Senhor Deputado. É assim outra vez e é assim para si. O seu partido diz que quer uma reflexão para uma solução de dois Estados. O senhor diz que quer negociar, mas recusa-se a reconhecer um deles, a Palestina. Mas, mais, diz que não reconhece a Palestina porque entende que lá, na Palestina, não há cidadãos livres. E, portanto, se eu reconheço que o senhor deputado está assim tão indignado com as mortes na Palestina, com o prejuízo para Israel e para os palestinianos, o que eu lhe pergunto é se é capaz de reconhecer que a falta de liberdade destes cidadãos palestinianos é precisamente por causa de invasões israelitas como as que acontecem ainda hoje.”
“Madam President, Mr Commissioner, first I'd like to state very clearly that each life lost is a dramatic loss, and there are too many lost lives in that conflict –number one. Number two, Hamas is a terrorist movement, a criminal one, and they have not only 130 hostages, they have 2 000 130 hostages because they are keeping hostage all the total population of Gaza. They are using human shields and they are using everything they can because their only goal is to destroy Israel. So let's free the hostages, let's disarm Hamas because they are the culprits. If they stand down, there will be no more war. So therefore, we can talk about peace. It's not only Israel that is doing bad moves. Hamas started this. Hamas has to end this.”
“Nós somos diferentes uns dos outros e temos muita honra nessas diferenças, e queremos mantê-las — pela positiva, com colaboração, mas cada um de nós é diferente do outro, e isso é altamente positivo para a criação de um corpo como a União Europeia. Por outro lado, em termos de defesa, é bom que não inventemos muito. Nós temos a NATO, que é uma organização fiel a si própria e a nós próprios, e que tem sempre acorrido quando nós precisamos dela. E não nos esqueçamos de que os Estados Unidos da América do Norte têm sido o garante da nossa liberdade, e nós, a partir de agora, temos de ser também os garantes da nossa liberdade, para que nunca mais se repitam os horrores desta guerra cujo fim agora celebramos. 4-0035-0000”
“Senhora Presidente, caros colegas, celebra-se hoje — e é motivo para celebrar — o fim da Segunda Guerra Mundial, a maior guerra que o mundo já conheceu até hoje. Não, não foram 50 milhões, não foram 60 milhões, foram 75 milhões, entre militares, civis e genocídios. 3 % da população mundial na altura morreu devido à guerra. Isto não se pode repetir. Mas, se o fim da guerra foi uma boa notícia, a melhor notícia foi a criação de um espaço de paz e prosperidade chamado União Europeia. E a União Europeia tem de ser reforçada, mas tem de ser reforçada com países soberanos, e não com estruturas federais ou federalistas que nos querem impor soluções.”
“– Bem, eu não sei se percebo pouco ou muito, mas há quem perceba muito menos do que eu, que é o caso do senhor deputado. A derrota da Juventude Socialista deve ter-lhe feito mal. Eu gostava de dizer o seguinte: é evidente que eu não entro aqui — aliás, como o senhor deputado Assis disse e muito bem — em políticas internas de Portugal. Ora, nós não estamos a defender um primeiro-ministro que o senhor diz que anda escondido, o primeiro-ministro é de outro partido, é de outra formação política. Eu não defendo nem ataco, nem vim aqui atacar ninguém. Vim simplesmente dizer e defender a soberania nacional, seja ela energética, política, social, cultural ou ideológica. É só isso que eu vim aqui fazer. 3-0268-0000”
“Eu acho que o senhor deputado, se não for Messias, é pelo menos o único português esclarecido. Mas vamos um pouco mais à frente. Esclarecido como o senhor, havia um deputado que, às escuras na Assembleia da República, sendo do seu partido, dizia que o grande problema era termos encerrado as centrais a carvão. Ora, viemos a perceber que isso não era só uma falta à verdade, era aproveitar-se do apagão para, enquanto o primeiro-ministro estava escondido, tentar enganar os portugueses. Era muito mais claro, Senhor Deputado, se viesse aqui dizer que nós precisamos de mais interligações, porque, se não o disser, só demonstra que percebe muito pouco de eletricidade, como percebe muito pouco de políticas energéticas. 3-0267-0000 António Tânger Corrêa (PfE), Resposta segundo o procedimento «cartão azul».”
“Não é com uma «grid» europeia que vamos resolver os nossos problemas. E não é com o fetiche verde da economia verde, da produção verde que vamos salvar os nossos países. Nós temos de pensar em nós. Colaboração? Cooperação? Com certeza, mas de países soberanos e não de uma entidade supranacional ou federal, como é o que estão a tentar fazer connosco, que é o controlo de uma «grid» europeia. Nós não queremos isso, nós somos contra isso. Defendemos as redes interligadas, mas autónomas. Porque quem não tem energia não tem soberania. E Portugal, que existe há muito mais tempo do que a Comissão Europeia, quer soberania e quer a sua energia. (O orador aceita responder a uma pergunta «cartão azul») 3-0266-0000 Bruno Gonçalves (S&D), Pergunta segundo o procedimento «cartão azul». – O senhor deputado disse que este apagão estava previsto.”
“Senhora Presidente, Senhor Comissário, caros colegas, já foi aqui dito mais do que uma vez que, no dia 28 de abril, Portugal e Espanha entraram no maior apagão da história. E foi o maior apagão da história porque os outros tinham sido mais pequenos, no passado, e com menores consequências. Este apagão estava previsto, toda a gente sabia que ia acontecer, como irão acontecer outros apagões, enquanto esta política, que é uma política energética ideológica, irresponsável e suicida, continuar. Nós fomos o quarto país a encerrar as centrais térmicas. Porquê? À beira-mar plantadas, pouco poluíam. Porquê? Qual foi a contrapartida disso? É preciso que isso se saiba. Por outro lado, nós não queremos mais Comissão; nós queremos mais soberania, queremos mais Portugal e menos Comissão.”
“Serbia was proposed a European future 24 years ago. I know because I was there. Till today, there is no European future for Serbia. 2-0532-0000”
“Mr President, Madam Commissioner, well, it's very simple. Serbia is the most important country in the Western Balkans, and it's a black hole in the heart of Europe. Serbia must join the European Union, period. And I must say that the fault is ours, because the Commission, mainly the Commission, all these years did very little. And then came the Russians, and then came the Chinese – and we were away. The other thing is relations with Kosovo. Well, it's very easy to say. But what about the five European Union countries that do not have relations with Kosovo? Kosovo's independence was declared illegally by Resolution 1244 of the Security Council. So don't push Serbia where Serbia cannot be pushed. Push on other things – civil society, rule of law, closeness to the European Union, and so on – but not on what they cannot do.”
“EU funds and human rights violations, I mean, demanding EU funding must never support regimes or organisations to violate basic freedoms and that's not what's happening. So, this has been a report with a lack of democracy, a lack of participation from everybody. Mr McAllister, you are not marginalising me. You are marginalising millions of European citizens who voted for us, for the parties who composed the Patriots for Europe in this Parliament. This Parliament is supposed to be the House of democracy, and my person, the votes on me are the same as the votes on anybody else in this House. 2-0173-0000”
“Madam President, High Representative, dear colleagues, well, as the shadow rapporteur for the Patriots for Europe, I feel compelled to express a fundamental concern. This is not a political disagreement, but a procedural and democratic failure. Every single amendment, Mr McAllister, that I proposed was rejected without debate, without engagement. Not because they were extreme, but because they came from the wrong family. I hope it is not nothing personal against me, of course. So, I give you some examples. The persecution of Christians all over the world, which is probably the group more persecuted these days. The Balkans who live a very sensitive situation right now, mainly in Bosnia, where the Islamisation is in full process.”
“Porque é que nós caçamos os direitos humanos dos cidadãos da Europa, dos cidadãos dos nossos países, dos cidadãos de Portugal, para elevarmos os direitos humanos de outros que entram em nossa casa à força e sem convite? 2-0315-0000”
“Senhora Presidente, Senhor Comissário, em primeiro lugar, em minha casa entra quem eu convido. Em segundo lugar, a minha casa é um lugar regido pela lei, e essa lei chama-se Acordos de Schengen. Não tem visto, não entra. E quem entra sem visto, quem entra sem a minha vontade, tem de voltar para casa. E este, Senhor Comissário, é um primeiro passo. Tem falhas, com certeza, mas é um primeiro passo positivo para o retorno daqueles que não devem estar em nossa casa, porque a soberania nacional e a segurança são afetados por esta migração ilegal. O meu país era um país seguro até há dois anos e meio, agora não é um país seguro. E o que é que se passa em termos de direitos humanos? Os portugueses — os europeus — também têm direitos humanos. São eles o principal objeto dos direitos humanos.”
“Senhora Presidente, Senhora Comissária, os Estados Unidos saíram do Acordo de Paris, suspenderam ajuda humanitária e saíram da Organização Mundial de Saúde. Catástrofe. Só que as razões pelas quais os Estados Unidos fizeram isto são muito simples. Relativamente à ajuda humanitária, só vos faço uma frase que é: se é demasiadamente suja para a CIA, chamem a USAID. Depois, quanto aos Acordos de Paris, parece que é uma religião. Toda a gente tem de estar de acordo com os princípios do Acordo de Paris. E depois, o que é que se passa? Passa‑se que a Europa está no estado em que está e no estado de subdesenvolvimento para o qual caminha. Quanto à Organização Mundial de Saúde, essa magnífica organização que decreta pandemias e que quer criar um passaporte sanitário de forma a controlar as populações, pois, é evidente, tem de se sair.”
“I remember you Black September in 1970, when King Hussein fought the Palestinians and there was about between – we don't know the numbers – tens and thousands of deaths. Nobody cared about. But now they care because it's the Israelis who are doing it. When it was the Jordanians, nobody cared about it. So is there a solution? Maybe. But the solution goes through an international administration of the Palestinian areas, because they themselves cannot do it, as it is proven. To say 'two-state solution and bye bye' is not a solution. You have to have an international administration of Gaza, international administration of the West Bank and to be very careful with the Palestinians living in Jordan. 2-0318-0000”
“Madam President, Madam Commissioner, I can see here that we are discussing a wider, comprehensive EU-Middle East strategy. Let me say one thing: the strategy is the same. I cannot see any kind of improvement. I see difference in the region, but I don't see a different attitude from the European Union. On the contrary, it's more of the same. We now have a ceasefire in Gaza, which is a good step, but it's not enough. We have a ceasefire in Lebanon. Good step, not enough. And the big question mark in Syria, which probably is not a good step and definitely not enough. So we have to take a more proactive approach to these questions. I just have to remember you: five times there was put on the table the solution of two states and five times didn't work, because of the Palestinians, not the Israelis.”
“Por outro lado, também lhe vou dizer uma coisa, os senhores do seu partido mentem, porque — e vou-lhe dar dados de 2023 —, o relatório da DGRSP prova que 16,7 % dos reclusos nas penitenciárias são estrangeiros, são 2 036 em 12 193. O crime aumentou em Portugal: 8,2 % na criminalidade, 5,6 % violenta, o tráfico de droga subiu 20 %, o auxílio à imigração ilegal subiu 300 %, e por aí fora. Portanto, quem mente não somos nós, nem a Rita Matias. 3-0325-0000”
“O primeiro, da última semana, em que uma deputada do seu partido, Rita Matias, decidiu chamar ratos aos imigrantes em Portugal. O segundo, de um deputado também do seu partido, que é agora acusado de roubar, de furtar malas, já agora, a portugueses, a imigrantes e a estrangeiros que entram no nosso país. E o que eu lhe quero perguntar muito rapidamente, Senhor Deputado, é se consegue estabelecer a mesma... (a Presidente retira a palavra ao orador) 3-0324-0000 António Tânger Corrêa (PfE), Resposta segundo o procedimento «cartão azul». – Senhor Deputado, acho que as malas não têm nada a ver com isto, mas aconselho-o a ler o relatório da UNODC das Nações Unidas, intitulado Links Between Smuggling of Migrants and Other Forms of Organized Crime.”
“Neste momento, é completamente descontrolada. E é esse facto que leva ao aumento de criminalidade e a um futuro incerto, quer para os residentes, quer para aqueles que vêm de novo. Isto tem de ser resolvido mais cedo do que mais tarde. (O orador aceita responder a uma pergunta «cartão azul») 3-0323-0000 Bruno Gonçalves (S&D), Pergunta segundo o procedimento «cartão azul». – Senhor Deputado, deixe-me começar dizer que não há dado absolutamente nenhum no relatório que menciona que faça essa correlação. Mas, já estamos habituados às falsas verdades ou às muitas mentiras do seu partido. Deixe-me trazer-lhe um dado. No ano de 2023 para o ano de 2024, diminuiu em 40 % a imigração irregular na União Europeia. E já que falamos de dados, deixe trazer também factos.”
“Senhora Presidente, Senhor Comissário, Caros Colegas, o recente relatório das Nações Unidas, da UNODC, veio revelar aquilo que nós já sabíamos há muito tempo e que não é uma perceção, é que a imigração de portas abertas trouxe com ela inúmeros criminosos e organizações criminosas. Não vou aqui culpar os migrantes, que nada têm de culpa. Vou culpar, sim, os governos que autorizaram esta política de portas abertas e que deixaram entrar bandos criminosos nos nossos países, nos países da Europa. Isto é um assunto extremamente importante, porque temos grupos armados neste momento, temos grupos que estão decididos a impor as suas próprias regras no nosso território, e isto é de uma gravidade extrema. Meus caros amigos, há dois anos e meio, isto não se passava no meu país, porque a imigração era controlada.”
“É colaborando com os Estados Unidos, colaborando com a nova administração, e revigorando a Europa, revigorando os nossos países, que nós vamos avançar. E, esqueçamos essa história do exército comum. Não! Mantenhamos a nossa segurança na NATO, que tem sido o pilar defensivo da Europa e do Atlântico Norte. Mantenhamos o nosso comércio aberto – como dizia o senhor comissário —, mantenhamos as nossas relações sociais e culturais abertas, como tem sido no passado e que devem ser incrementadas no futuro. É um futuro que pode ser brilhante, se assim o quisermos. É um futuro que pode ser nosso, que deve ser nosso e só nosso, mas também com os nossos parceiros. 2-0199-0000”
“Senhora Presidente, Senhor Comissário, ontem virou-se uma página histórica neste século XXI, porque nada ficará igual após a eleição de Donald Trump. E nada ficará igual não quer dizer que seja melhor ou pior, será diferente, seguramente. Num mundo — e este é um ponto fundamental –, em que cada vez caminhamos mais para uma multipolaridade, em vez de uma bilateralidade, nós somos, como Europa, importantíssimos para essa multipolaridade. Porque nós temos de ser parceiros dos Estados Unidos, complementares, e trabalhar com os Estados Unidos, porque a cultura é a mesma, a civilização é a mesma, os princípios são os mesmos, e temos os mesmos valores que os Estados Unidos. Não é indo contra os Estados Unidos que nos vamos afirmar.”