António Tânger Corrêa
Member of the European Parliament · PfE · PT
“Senhor Presidente, Senhor Comissário, caros colegas, vamos a números: 17 mil milhões de USD dados pela Comissão Europeia relativamente a Media, so-called Independent Media, a ONG e a outras organizações para assegurarem uma determinada narrativa. 17 mil milhões de USD: não é a Rússia, é a Comissão Europeia.”
“Senhora Presidente, Senhores Comissários, Senhora Ministra, perdoem‑me a irreverência, mas esta sessão parece aquela música francesa muito conhecida: parole, parole, parole. Toda a gente fala como se tivéssemos um mundo cor-de-rosa à nossa frente. Não temos. O mundo está a mudar. Nós não. E o que é que é que quero dizer com isto?”
“Senhora Presidente, Senhora Comissária, hoje falamos da perseguição às minorias religiosas na Nigéria e no Médio Oriente, mas é impossível ignorar Cabo Delgado, em Moçambique, país que nos diz muito a nós, portugueses, onde aldeias cristãs são reduzidas a cinzas, onde há decapitações, raptos e mais de 1 300 000 pessoas são, neste momento,…”
“Senhora Presidente, Senhor Comissário, Caros Colegas, vamos então falar de direitos humanos. Toda a gente fala de direitos humanos e eu pergunto: e os nossos direitos humanos, os direitos humanos dos cidadãos europeus? Em Portugal, 20 % dos portugueses vivem no limiar da pobreza.”
“Madam President, Commissioner, I was serving in Serbia in 1999. I was instrumental in downing Milošević. You know one of the reasons why? Because I promised the Serbs a future in Europe. Eight years afterwards, I came back as a special representative of the European Union. And what had been done? Zero by us!”
“Senhor Presidente, Senhora Comissária, nós somos a favor do alargamento, obviamente, principalmente naquilo que se relaciona com os países dos Balcãs Ocidentais, porque há um buraco negro, que está ali no meio da Europa, que é fundamental preencher.”
The complete record
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“Por outro lado, a mudança da Embaixada de Telavive para Jerusalém — eu estava lá —, foi uma mera transferência no papel, porque a Embaixada, de facto, continua a funcionar em Telavive. Em Jerusalém, é o Consulado-Geral, que teoricamente é a Embaixada, mas, de facto, não o é. Portanto, se o Senhor Deputado não quer ver as aberturas, não quer ver o futuro, o problema não é meu. 1-0054-0000 Nicolae Ștefănuță (Verts/ALE), blue-card question. – I listened to all the comments made by the right and the extreme right in the House. To deny the existence of Palestine – because you said the two‑state solution was a fantasy – where would you like these people to go? Where would you like the millions? Maybe push them out into the sea? How is anything but a two‑state solution even reasonable in your mind?”
“E como é que o senhor pode dizer aquilo que disse a propósito de Gaza, se este é o homem que foi o presidente dos Estados Unidos que transferiu a Embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, numa atitude de desprezo e de absoluta ignorância do respeito pela solução de dois Estados. O Senhor Deputado não pode defender, aqui, Donald Trump e dizer, ao mesmo tempo, que está a defender os direitos do povo palestiniano. 1-0053-0000 António Tânger Corrêa (PfE), Resposta segundo o procedimento «cartão azul». – É muito simples. O primeiro mandato do senhor Trump foi um mandato de paz, acabou com as guerras e, neste momento, alcançou o cessar-fogo, portanto, não tenho dúvidas nenhumas em dizê-lo. E defendeu também uma corrida aos armamentos, no primeiro mandato, e não houve guerras que daí derivassem.”
“Um terço na Faixa de Gaza, sem continuidade territorial com a Cisjordânia, um terço da população na Cisjordânia e outro terço na Jordânia. Como é que vamos criar um Estado nestas condições, quando esses movimentos que dominam essas populações não falam entre si, pelo contrário, são inimigos figadais? Portanto, meus caros amigos, em vez de andarmos a encher a boca com a criação de um Estado palestiniano, a solução de dois Estados, vamos tentar arranjar uma solução viável. Vamos tentar arranjar uma solução como a que têm na Bósnia-Herzegovina, por exemplo, ou outras soluções que já foram tentadas no mundo. Por cinco vezes — cinco —, falhou a solução de dois Estados, e sempre por culpa dos palestinianos. Vamos ser imaginativos, ter a experiência de outras experiências e vamos tentar arranjar uma outra solução.”
“Senhor Presidente, Senhores Deputados, hoje acontece um feito histórico para todos nós, para o mundo, para os Estados Unidos em particular, e para a Europa. Vamos ter a ocasião de discutir este assunto, que é a tomada de posse do presidente Donald Trump, e que vêm tempos diferentes, vêm. Outro facto histórico foi o cessar-fogo em Gaza, ontem. É um passo pequeno — não se resolveu o conflito —, mas é um passo. E esse passo, em grande parte, deveu-se também a Trump e à sua iniciativa de paz. E, meus caros amigos, hoje, vou falar-vos um pouco sobre a solução de dois Estados. É óbvio que a solução de dois Estados, só por si, não resolve nada. Nem sequer conseguem criar um Estado palestiniano, como é que conseguem criar um Estado dividido em três partes?”