Francisco Assis
Member of the European Parliament · S&D · PT
“Senhora Presidente, Senhora Comissária, creio que não há dúvida nenhuma, para quem quiser fazer uma análise rigorosa da situação, que o colapso económico com que hoje Cuba se confronta é o resultado de um grande falhanço político e moral que antecedeu esse colapso económico e que é o grande falhanço político e moral da revolução cubana.”
“E, por isso, os principais responsáveis pelo que se está a passar são, claramente, os tiranos que, em nome de supostos ideais igualitários, conduziram Cuba a uma situação absolutamente tenebrosa.”
“E é por isso mesmo que parcerias como, por exemplo, aquela que acabou agora de entrar em vigor no âmbito do Acordo Mercosul são vitais para o futuro da União Europeia. (O orador aceita responder a uma pergunta «cartão azul») 1-0068-0000 João Oliveira (The Left), Pergunta segundo o procedimento «cartão azul».”
“Senhor Presidente, Senhor Comissário, caras e caros colegas, a abertura comercial da Europa é uma das suas grandes forças no plano internacional e constitui uma enorme vantagem do ponto de vista económico.”
“A segunda pergunta: como é que se vai lidar com os impactos negativos sobre a indústria transformadora? Porque proteger a siderurgia alemã significa comprar aço mais caro do que aquilo que hoje se compra a outros fornecedores, com um impacto muito negativo em Portugal.”
“Reconhecemos que o acordo final significa um avanço quando comparado com a proposta inicial da Comissão Europeia, que não ignora as preocupações que atrás referi e que introduz mesmo a necessidade de avaliação do impacto desta regulação na restante cadeia de valor.”
The complete record
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“E é com essa autoridade também que quero, agora, aqui, dizer que não é prestar um grande serviço aos democratas venezuelanos aproveitar este tipo de debates para vir atacar o governo legítimo de Espanha. É um péssimo serviço, é um aproveitamento, é uma instrumentalização inadmissível daqueles venezuelanos que, neste momento, estão a passar por uma fase extraordinariamente difícil e estão a lutar pela democracia. Penso que eles não precisam desse tipo de apoio. Eles precisam de uma solidariedade generosa, profunda, clara. Uma solidariedade de democratas para democratas e não uma solidariedade condicionada pela vontade de fazer oposição no seu próprio país de origem. 2-0474-0000”
“Senhor Presidente, Senhor Comissário, em democracia as regras são muito claras: tem legitimidade para exercer o poder quem ganha as eleições e ganha as eleições quem tem mais votos. E, por isso, hoje, na Venezuela, a realidade é muito simples: há um usurpador instalado no poder e há um presidente legítimo impedido de aterrar no seu próprio país. Essa é que é a realidade. E, por isso mesmo, este Parlamento deve deixar uma mensagem muito clara à Europa e ao mundo e, em particular, aos democratas venezuelanos, de que é esse o nosso entendimento e de que estamos solidários com todos os democratas venezuelanos. Na sessão passada, não segui o meu grupo e tomei uma posição de claro reconhecimento do presidente eleito da Venezuela.”
“Nas eleições de 2020, o povo foi para as ruas exprimir a sua revolta e o regime tremeu, mas a repressão violenta apoiada pela Rússia levou a melhor. O regime de Lukashenko não existe fora da sua osmose com o regime de Putin. E, por isso mesmo, enfraquecer Putin é enfraquecer, irremediavelmente, Lukashenko e criar uma oportunidade para os bielorrussos se livrarem desta terrível ditadura. 2-0437-0000”
“Senhor Presidente, Senhor Comissário, o regime bielorrusso é um regime fantoche que se presta a servir, de forma canina, a narrativa imperialista de Putin. Daqui a uns dias, realizar-se-á uma nova farsa eleitoral para que o ditador Lukashenko se perpetue no poder. A União Europeia não pode deixar o mundo esquecer os opositores políticos que enchem as prisões da Bielorrússia, a começar por Mikalai Khilo, detido há quase um ano sob a acusação de ter insultado o ditador. Este funcionário da delegação da União Europeia na Bielorrússia foi, há dias, condenado a quatro anos de cadeia. Ele continua a ser funcionário da União Europeia. É preciso apoiá-lo, bem como à sua família. É preciso que a sua prisão tenha consequências. A oposição tem apelado a que a população se revolte.”